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Método desenvolvido na UFG utiliza borra de café para filtrar água

Além do filtro, são obtidos biocombustível e fertilizantes a partir do resíduo que seria descartado

Em busca de métodos alternativos para purificar água, pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) identificaram que a borra de café é um eficiente filtro para obter água potável. A pesquisa teve início em 2009 por meio de uma parceria entre o Governo do Timor Leste e o Ministério da Educação do Brasil.

O processo, desenvolvido no Laboratório de Métodos de Extração e Separação (Lames), vinculado ao Instituto de Química, extrai da borra do café, que seria descartada, biocombustível, aroma para indústria alimentícia e fertilizantes. O resíduo restante dá origem ao filtro de água.

De acordo com o professor Nelson Roberto Antoniosi Filho, coordenador do Lames, a borra de café possui poder de purificação de água três vezes maior do que o carvão ativado comercial, que é o produto mais utilizado para purificação de água atualmente.

Água potável

O Timor Leste, país do sudeste asiático, enfrenta vários problemas em relação ao acesso à água potável. Com isso, a pesquisa auxiliará a população do país a obter água filtrada por meio de um método barato e sustentável. Entretanto, o país é grande produtor e consumidor de café, fato esse que proporciona o desenvolvimento do projeto.